Translate

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Brinquedos de Feltro Educativos

Oi pessoal, tenho muito carinho por este blog. Embora não esteja postando tanto, ainda venho aqui para ler e acompanhar os comentários e os posts...e como é bom reler sabe, e reviver minha gravidez. 
Meio que também me prepara um pouco para talvez reviver esta aventura em breve...mas isto ainda é segredo então vou deixar pra falar mais depois rsrsr
Eu queria mostrar pra vocês algo que aconteceu , sabe, ser mãe me transformou completamente. E com o tempo passando, agora meu pequeno tem 3 anos e 9 meses, eu simplesmente fui crescendo com ele em todos os sentidos.
E com alegria venho convidar vocês para conhecer nosso sonho que está sendo construído junto com o SAM, e é nossa loja virtual a BRINCA BAMBINO.
Nesta loja estou vendendo brinquedos artesanais de feltro. Inicialmente eu faço, e deixo meu filho testar, brincar e partir daí faço observações e melhorias e só então lanço na loja. Ele é meu controle de qualidade, e é exigente o "bichinho" viu? rsrsr
Então de uma mamãe para muitas outras, apresento aqui nossa loja:



Espero que gostem , e nossa página no

sábado, 19 de julho de 2014

Nasceu a Sophia!!! Llinda.

Lembra da nossa entrevista de Março com a Renata ?? E sua história linda do milagre que foi ter engravidado? 
Então hoje nasceu a SOPHIA.

Olhem que linda!



Parabéns para os pais, que DEUS ABENÇOE esta nova família!!! 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Lembrancinhas Maternidade Faça você mesmo!

Clique na imagem para abrir

Encontrei na Revista Artesanato (link afiliado) um material para ajudar as mamães que querem as lembrancinhas da maternidade.

Eu lembro que fiquei alguns dias pesquisando dicas para conseguir fazer as lembrancinhas e não achava nada que eu conseguisse fazer.


Eu queria muito fazer algo com as próprias mãos , achei que seria muito especial e é , com certeza mais personalizado...não tem preço o carinho e atenção que colocamos em cada peça feita por nós pensando em como vai ser nosso bebê...são lembrancinhas cheias de carinho. E quem não gosta de receber? Bom o meu problema foi que eu não consegui fazer nada sozinha.

 Se não fosse a minha irmã me ajudando não teria chego no resultado. Se eu tivesse na época encontrado dicas como neste material , com certeza teria feito minhas lembrancinhas de outra forma... (agora estou guardando esta ideia aqui para meu próximo baby...que vem quando Deus quiser) <3 font="" nbsp="">

O que você vai encontrar neste material são dicas práticas e preciosas que vão ajudar você não só a fazer as lembrancinhas da imagem acima para seu filho mas se você quiser vai poder também obter uma renda extra e ainda mais, você recebe um material bônus com DEZ tutoriais grátis :

Clique na imagem pra abrir


O Parto: como foi.

Então,seguindo a intenção de registrar tudo o que aconteceu...
A médica me ligou um dia antes para confirmar o parto:cesarea eletiva. Ela viu o último US e confirmamos que além de grandão o Samuel estava muito longe de encaixar e eu teria mais pelo menos 10 dias de gravidez. Eu já não conseguia respirar direito,caminhar,levantar da cama só com ajuda e minha bexiga estava começando a doer muito. E minha infecção urinária estava retornando (foram + - 5 durante toda a gravidez).
Assim marcamos e no dia dois de fevereiro saímos de casa eu e o papai,mais a vovó e vovô maternos.O horário marcado foi as 16h,mas ao chegar lá as 14h30 soube que seria antecipado.
Então 15h30 fui encaminhada para centro cirúrgico. Eu nunca tinha feito nenhuma cirurgia na minha vida.E a cesárea não é uma cirurgia simples, é muito séria. Então eu decidi usar minha falta de experiencia a meu favor. Entrei na sala com olhar curioso.Observando tudo.
De cara eu ja cheguei só usando uma camisola aberta atras com um roupao. Ai entrei na sala e e tiraram o meu roupao,sentei na mesa cirurgica e tirei o resto da camisola antes de deitar e uma das mulheres na sala cobriu meu peito.Não adiantou muito pois eu sabia que estava nua,e imediatamente pegaram uma veia no braço para que o anestesista pudesse administrar os medicamentos durante a cirurgia.
Neste ponto meu olhar estava muito parecido com o do Samuel quando vamos no berço para pegar ele no colo,eu queria colo mas não sabia direito o que estava acontecendo ali
O anestesista foi simpático e pediu que eu me sentasse para aplicar a anestesia. Eu fiz questão de não olhar o tamanho da agulha e confesso que não senti nem a picada,apenas um liquido quente entrando na coluna.
Assim que me deitaram eu comecei a sentir meu pé formigar e esquentar,bem suave e ele pediu que eu mexesse os dedo..Eu consegui só um,entao ele falou para eu levantar a perna e foi aí que percebi que tudo ia correr bem pois nem mesmo todo o meu pensamento positivo do mundo eu conseguiria levantar as pernas,isto me deu um alivio.Depois estenderam um tecido azul e eu não vi e nem senti nada estranho.So via o anestesista me falando o que iria acontecer,e que era para eu falar tudo o que eu sentia.Lembro que em um momento minha pressao caiu de 12 para 9 e eu falei que estava com sono e ele me medicou,aí a pressao subiu e fiquei bem.Quando o bebe estava quase saindo chamaram meu amor para acompanhar e fotografar.Ele sentou ao meu lado e depois ficou la preparado para fotografar.Entao a medica falou que eu sentiria uma pressao no estomago pois eles precisaram empurrar o bebepara baixo,empurraram tres vezes.Não senti dor apenas um peso sobre o peito. E entao ouvi a médica dizendo que o Samuel era cabeludinho.
Foi entao que eu ouvi um chorinho abafado e vozes e a enfermeira dizendo que iria mmostrar ele para a mamae,e eu pensei:é agora!
E eu vi pela primeira vez aquele rostinho meio azulado e amassadinho que iria mudar minha vida para sempre.Todos os procedimentos com a pediatra foram feitos em uma sala com vidro e o
Minutos depois trouxeram ele de novo ea enfermeira ficou ali deixando ele perto do meu rosto até que fechassem os pontos. E fomos juntos para a sala de recuperação e ficamos juntinhos também indo para o quarto até na hora de ir embora. Desde que saiu de minha barriga ele não se afastou de mim um momento se quer. As 22hrs eu levantei para tomar banho, graças a Deus não senti as dores horríveis que as pessoas dizem sentir, tive uma recuperação muito boa para o tipo de cirurgia que foi realizada. Eu usei cinta por recomendação médica.

(edição posterior continuação)
A minha mãe cuidou de mim os primeiros dias até eu tirar os pontos da cesárea e também me sentir mais confiante, porque primeiro filho é um pouco assustador.Eu sofri muito com a amamentação no início, mas lutei para que conseguisse amamentar. Meu peito sangrava junto com o leite, todo machucado. Tentei tudo o que falavam mas acabei tendo que retirar o leite e dar na mamadeira para que ele continuasse mamando no meu peito. Foi então que descobri o milagroso bico de silicone. Coloquei no peito e o SAM pegou na hora e aí voltou a mamar no peito no segundo mês de vida e usando o bico de silicone eu continuava sentindo dor mas não era tão insuportável do que sem o bico, e continuei amamentando com os bicos de silicone até ele fazer um ano e três meses...e aí ele não quis mais mamar.  :(

domingo, 11 de maio de 2014

FELIZ DIA DAS MÃES : meus obstáculos para conquistar a AMAMENTAÇÃO do meu jeito


Quando pensei o que eu gostaria que as futuras mamães lessem neste dia, lembrei que para mim o momento mais difícil após o nascimento do meu filho foi justamente a amamentação.

 Eu tive vários problemas já no primeiro dia. Ele não fazia a pega de forma incorreta, estava certa de acordo com as enfermeiras da maternidade e até das mães que observavam. 

Nos primeiros dias eu fiz tudo o que me ensinaram, todas as dicas. Eu podia ficar ao sol, usar lanolina, passar o que fosse mas na primeira mamada ele iria em uma sucção simplesmente rasgar a minha pele e o sangue ficaria ali na bochecha dele e em seus lábios. E eu iria chorar enquanto amamentava. 

O meu choro já não era mais da dor que eu estava sentindo no momento mas também de prever que mais ou menos, em uma hora e meia depois, no máximo, eu estaria de novo sentindo a mesma dor e isto ininterruptamente, 24 horas por dia. 


Lembro que naqueles dias assisti uma entrevista de uma atriz que havia passado o mesmo e ela falou que a dor que ela sentia era como ter os pés sangrando e ter que usar um sapato apertado e dar duas voltas na quadra, e enquanto estava ali com os pés sangrando você lembraria que em uma hora e meia estaria ali de novo e aí a dor aumentaria só de imaginar que iria doer de novo...e de novo...e de novo.

E comigo foi assim. 
Não foi fácil.
Meu peito não tinha bico, e não fazia o bico. 
Eu via as mães tirando o peito e amamentando seus filhos enquanto trocavam palavras sobre o tempo ou alguma amenidade e eu ali pensando que não podia ser verdade aquilo. 
Eu estava quase desistindo e meu marido me incentivava, minha mãe me incentivava, minhas amigas. Sozinha eu não teria conseguido. 

Neste momento precisei recorrer a razão. Abandonar todas as dicas e palpites e guardar só os bons conselhos. Como o email que a amiga Adriana Santos me enviou falando de muitas formas diferentes que eu deveria continuar tentando.
Eu então PAREI. RESPIREI FUNDO e pensei que meu objetivo principal era que meu filho tomasse meu leite...seja como fosse. Então até que meu peito voltasse ao normal (sem feridas), eu iria usar a bomba de leite e uma mamadeira (usei da AVENT - super indico, ela não machuca o peito) e as mamadeiras usei da Dr. Brown.
Só que isto me dava um trabalho em dobro, era tirar o leite de um peito com uma mão e com a outra dar a mamadeira ao bebê, enquanto a concha estava no outro peito, porque os dois peitos sempre vazam juntos (isto a gente só descobre quando amamenta rsrs). Então eu praticamente não dormia. Quando não estava cuidando do bebê , estava lá tirando leite para quando ele acordasse.

Lembro que em uma dessas madrugadas eu estava tão cansada que ao colocar o pote de leite na mesa ele virou e eu literalmente chorei pelo leite derramado (risos) e mais tarde lembrando do episódio eu ri de mim mesma.

Eu continuei pesquisando e foi em uma conversa com a Pediatra do Sam, que ela deu a dica do tal bico de silicone que vai no peito e ajuda a criança a mamar.
Comprei, esterilizei e resolvi testar. Meu peito estava recuperado após um mês de muito sol e pomada.

E como o Sam já estava acostumado com o bico da mamadeira, ele não teria problema em pegar o bico de silicone.
Então, eu lembro, que estava com ele no colo e olhando para meu marido e pensei "é agora", senti medo que fosse doer mas pensei que precisava tentar.

Respirei fundo e o Sam pegou de primeira e o leite foi saindo. A dor que eu sentia era bem normal, suave, como uma fisgada. Eu não acreditei. E assim, no segundo mês de vida, o Sam voltou a mamar no meu peito.
Com o passar dos meses eu tentei várias vezes tirar o bico e deixar só no peito mas eu sentia a mesma dor e aí o Sam já havia se acostumado com o bico e ele mesmo não queria mais o peito. Então eu parei de tentar. E assim, usando este bico de silicone, ele amamentou enquanto quis e isto foi até um ano e três meses.


(Nesta segunda foto dá para ver a borda do bico de silicone).

Quando voltei a amamentar eu me senti realizada. E daí se eu não tinha a mesma facilidade das outras mães? E daí se eu precisava sempre ficar esterilizando o tal bico de peito postiço (riso), eu consegui o principal que foi fazer meu filho ser amamentado com meu leite. Este era meu objetivo e do meu jeito eu consegui. 

Pra mim a amamentação  nunca foi indolor. Mesmo com a proteção eu não conseguia sentir a alegria e paz que muitas mães diziam sentir. Eu sempre tinha que respirar fundo e me concentrar e pensava em boas coisas pois queria que ele percebesse que eu estava ali, para ele, com dor ou não, mas era uma dor suportável.

Nada importava, só meu bebê e sua saúde.
E creio hoje que tudo isto foi fundamental para eu compreender um pouco mais sobre ser mãe.
Os pequenos ou grandes obstáculos que encontramos nesta jornada, vão aos poucos nos moldando.
Não importa os obstáculos, importa mesmo é o seu objetivo como mãe. O que você quer para seu filho? Naquele momento a amamentação era uma questão de sobrevivência, de saúde, de vida! E para mim isto era algo que valia a pena eu me empenhar. 

Eu queria amamentar meu filho com meu leite. Para isto precisei abrir várias exceções e deixar de lado as idealizações que eu tinha em mente, meus desejos, meus sonhos. Precisei cair na real.

Uma das exceções foi justamente uma vez por dia deixar ele mamar fórmula artificial, pois eu não produzia leite suficiente para reservar em quantidade que meu esposo conseguisse dar a mamadeira. Eu sempre conseguia tirar apenas a porção suficiente. Assim para que meu esposo desse 3 mamadeiras para ele e eu dormisse três horas seguidas a noite (e eram as únicas horas seguidas que dormi durante alguns meses) , precisei deixar que uma das mamadeiras fosse artificial.
A pediatra nos ajudou na escolha do leite mais adequado e ele se adaptou muito rápido e não demonstrou qualquer sintoma de alergia com o leite artificial (o que também me preocupava).
Durante o dia eu sempre tentava tirar um pouco mais de leite para suprir esta mamadeira que faltava mas eu só conseguia produzir um pouco menos do que a quantidade utilizada naquele dia (e isto que eu utilizava o leite das conchas) . 


E eu procurava não me cobrar neste sentido, e aceitar que o que eu fazia era de fato o melhor que podia fazer naquele momento. (Quem é mãe sabe como a culpa pode consumir uma mente não é mesmo? rsrs)

Eu fiz assim. Precisei enfrentar a situação, me adaptar, e ir em frente e ser feliz.

Porque ser mãe é assim.Há coisas que são fáceis e difíceis, momentos bons e ruins. Momentos impossíveis e momentos memoráveis, mas uma coisa é certa : tudo é importante em seu momento. 

Hoje o Sam tem três anos e três meses e lembrando daqueles dias de amamentação vejo que faria tudo de novo. Porque tudo o que eu fiz foi tão pouco perto do que vejo outras mães fazendo por seus filhos. Claro que cada pessoa tem sua própria batalha para lutar, mas eu creio que nenhuma luta é maior do que podemos suportar.


Eu não sei qual a luta que você precisará vencer como mãe, não conheço as batalhas que você precisará enfrentar, mas sei que se você se esforçar com AMOR a chance de dar certo é muito maior... pois o amor "
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". 1 Coríntios 13:7


Um beijo especial para todas as mamães que acompanham o blog e que com amor vencem suas batalhas diárias.  


Estas fotos são deste pequeno post do Samuel, feito no blog dele em  em agosto de 2011.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Entrevista de Abril: mamãe Sandra Fernandes - DIA DO AUTISMO

Este mês nós vamos entrevistar a criadora do Blog Meu Pequeno Autista - Mamãe Sandrinha 
como uma maneira especial de lembrarmos  o dia de hoje: 02 de abril  é o DIA MUNDIAL de conscientização do AUTISMO.

Então, prepare-se para se emocionar com a entrevista da Sandrinha. 

Nome Completo:  Sandra de S. Fernandes

A gravidez foi planejada? Como foi tentar e esperar por ela? E quanto tempo levou?
A gravidez foi um dos sonhos mais lindos que o Senhor me concedeu... Foi uma gravidez totalmente planejada... Sonhava com o momento que teria meu bebê nos braços, os primeiros passos, as primeiras palavras... Enfim... Tudo o que se podia esperar com a chegada do primeiro filho...

Como foi sua reação ao saber da notícia do positivo?
Foram seis meses de tentativas e nenhum resultado positivo... Até que no mês de março de dois mil e oito, depois de várias tentavas frustradas, fiz o exame de gravidez novamente... Eu já estava me preparando psicologicamente para mais um “negativo” quando peguei o resultado e lá constava “positivo”... Foi muita alegria ...

E seu marido, como contou para ele?
Na realidade eu estava na hora do almoço do meu serviço quando peguei o resultado... e parecia que os minutos não queriam passar... Foi quando liguei para o meu esposo e dei-lhe a grande notícia... Depois dessa ligação, ele ligou umas três vezes querendo confirmar, se realmente eu estava grávida... Foi um momento muito feliz para nós... E a noite saímos para comemorar mais essa vitória, mais esse presente que Deus estava nos entregando em mãos...

Quais os primeiros sintomas que você sentiu?
Antes de eu saber que eu estava grávida, senti enjoo de salgadinhos fritos, mas achei que não fosse nada mais... Já na gravidez, o que me dava enjoo era a cheiro do café...

Complete: Estar grávida foi...
Um momento super especial... Não tem como descrever com palavras essa sensação, um verdadeiro presente do Senhor para a  nossa família.

Quanto tempo depois do nascimento de seu filho, vocês receberam o diagnóstico ? E como foi?
O nascimento do João Vitor foi lindo... nasceu no dia 09 de Dezembro de 2008... um menino lindo e aparentemente saudável...cresceu como uma criança normal até o primeiro ano de vida... com meses de vida, distribuía sorrisos e começou cedo a balbuciar as primeiras palavras... Tenho registro de ouvi-lo falar “papa” (papai), mamã (mamãe) aos nove meses de vida... Mas para nossa surpresa, pouco mais de um ano parou de falar.
Foi a partir daí que comecei a perceber o problema: ele falava, interagia conosco, mas deixou de se comunicar... Os sintomas autísticos surgiram em torno do primeiro ano de vida... mas ainda com meses de vida, o João Vitor já apresentava uma certa sensibilidade auditiva. Na Igreja chorava muito ao som dos louvores de adoração a Deus. O aglomerado de pessoas também deixava-o muito irritado. Frequentemente pedia para sair. Nas festinhas constantemente ele ficava de fora do local de realização do evento – se fosse no salão, ele ficava brincando no pátio longe das pessoas... e  numa reunião familiar ao ar livre, tínhamos de levá-lo para dentro de casa para ele poder se alimentar.
Diferente das crianças, ele não gostava de ouvir histórias... os bichinhos não chamavam sua atenção... o mundo parecia não ter algum atrativo para ele. Com pouco mais de um ano de idade, ele se isolou de tal forma que não olhava mais quando o chamávamos pelo nome.
As brincadeiras pareciam repetitivas...normalmente ele passava horas enfileirando os carrinhos ou qualquer outro objeto, seguindo um critério estabelecido por ele. Era muito comum a gente alterar essa sequencia quando ele saía do cômodo e, ao retornar e perceber a mudança, ele colocava na mesma ordem seguindo o mesmo critério firmado. E quando não conseguia deixar os objetos justapostos – as bolas, por exemplo – tinha crises de frustração muito intensas... chorava muito e constantemente se agredia.
 Percebendo essa alteração no comportamento dele, tratei de procurar um especialista. Num primeiro momento, procurei uma fono, que não atentando para os sinais autísticos, sustentou - sem ao menos examiná-lo -  que o problema era a musculatura abaixo da língua e que precisaria ser corrigida mediante cirurgia quando completasse dois aninhos de idade. Pouco tempo depois, rebati essa informação tirando uma fotinho dele mostrando a língua para o papai.
Levei ao conhecimento da pediatra e sob sua orientação, levamos num otorrino que descartou a hipótese de surdez e do problema identificado por essa fono. As buscas por um diagnóstico não pararam por aí... levamos então o João Vitor, com dois anos e quatro meses ao primeiro neuro que diagnosticou o meu pequeno com autismo infantil.
Foi um momento de intensa tristeza e desespero... Mal sabíamos o que era autismo... Não sabíamos o que fazer a partir de então... O meu esposo no início não aceitou o diagnóstico e quanto mais eu lia sobre o assunto, percebia que quanto mais rápida fosse a intervenção com terapias, melhor é o prognóstico... Não só o meu esposo, mas toda família se dividiu – uns aceitavam outros não... Enfim... foi um momento de grande desgaste físico e emocional, mas foi esse o meu período de maior experiência com Deus.... passei a orar pedindo estratégias, para conseguir atingir o coração do meu pequeno autista... Comecei realizando diversas atividades com ele, e aos poucos, estamos transpondo algumas barreiras impostas pelo autismo... Hoje, eu e meu esposo estamos unidos nesse bem maior que é o nosso filho.
Como é sua rotina hoje?
Desde o diagnótico do João Vitor, venho realizando várias brincadeiras simbólicas e atividades sensoriais que auxiliem no desenvolvimento dele, muitas das quais foram postadas no Blog Meu Pequeno Autista by Mamãe Sandrinha.
Para mim, esse é o nosso momento... Acredito que as atividades artísticas proporcionam um meio de comunicação e de expressão, mesmo quando a criança com o transtorno não tem linguagem, pois a partir do momento que ela escolhe uma cor, quando apresentamos duas ou mais, ela já está se manifestando, já está se comunicando...por isso prezo tanto por esses momentos que passamos juntos.
Além das atividades realizadas em casa, o João Vitor frequenta escolinha na parte da manhã e durante a tarde, ele também participa de terapia em grupo no Capsi Infantil, de sessões com a fonoaudióloga Simone e das aulas na Sala de Multimeios com a Valquíria e com a Edna.

O que ser mãe mudou em sua vida?
Muda praticamente tudo, ainda mais em se tratando de uma criança portadora de necessidades especiais, que requer cuidados e atenção... Os nossos planos e ideologias adaptam-se a nossa realidade... Sempre imaginei que meu filho me acompanharia nas atividades que realizava na Igreja junto ao Ministério Infantil, mas até o presente momento isso não aconteceu, mas continuo sonhando com esse dia... Sei que esse dia vai chegar... Pode até demorar um pouquinho, mas vai chegar.
E mesmo diante dessas adaptações que muitas vezes nos causam certa tristeza e decepções, é muito recompensador ser mamãe de uma criança portadora de autismo... É muito gratificante vê-lo aprendendo sobre o mundo que o cerca e partilhando de pequenos grandes milagres da vida... Pequenos gestos que poderiam ser ignorados com uma criança normal (neurotípicas), passam a ser tratados por nós, mamães de crianças especiais, como grandiosas vitórias.

Você gostaria de ter mais filhos?
Nesse momento, não pensamos em ter mais filhos não... Mas como os planos de Deus não são os nossos se vier mais uma criança, ficaremos igualmente felizes e será muito bem recebido na nossa família.
Qual a mensagem que você deixa para as mães de crianças autista
A nossa jornada não é fácil... Vivemos intensamente... Choramos... rimos... reclamamos... Normal!
É como se estivéssemos numa sinuosa montanha russa de sentimentos...
Tem momentos que nos sentimos tão fortes, vibramos com cada pequena vitória de nossos filhos, mas há momentos que nos sentimos tão frágeis, diante de retrocessos e frustrações apresentados por nossos filhos, que nos sentimos como se fossemos alcançar o solo... Mas não há mal que resista e perdure por muito tempo.
E muitas vezes num simples sorriso de nossos pequenos autistas ou numa oração em cujo silencio é quebrado em meios aos nossos soluços de dor ou mesmo num ombro amigo reconfortante, buscamos forças para continuar essa jornada... pois somos assim: guerreiras, destemidas e corajosas e não vamos nos render aos obstáculos que o autismo nos impõe... Obstáculos existem para ser superados, não é mesmo?
Ontem, o autismo pode até nos fazer dar um passinho para trás, mas hoje estamos dando dois para frente e assim vamos, vivendo um dia de cada vez, e construindo uma vida de lutas e vitórias, colecionando gotas de vitórias que o Senhor Deus nos possibilita alcançar.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Desejo da Semana ...



Vi no face, nesta página fofa do Indiretas Maternas (recomendo esta página) , e não pude deixar de compartilhar!!!

QUE TODAS AS AMIGAS tentantes alcancem seus positivos.

Beijos férteis <3 nbsp="">

Total de visualizações de página